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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Divagar e sempre #1
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Paquetá
Se arte está em todo canto
Todo canto guarda beleza
A beleza do canto
Até canto de sereia
Na luz laranja que derrama
na vila envergonhada
na pobreza escancarada
A seiva doce de nosso drama
(2014)
Todo canto guarda beleza
A beleza do canto
Até canto de sereia
Na luz laranja que derrama
na vila envergonhada
na pobreza escancarada
A seiva doce de nosso drama
(2014)
sábado, 22 de novembro de 2014
Confissões do rolê egoísta que a gente vive a vida toda
Eu vivo
à sombra dos meus ídolos. Eles estão lá, a todo instante me bombardeando com
inseguranças e fazendo minhas palavras serem tão balbuciadas quanto as de
Fabiano no sertão. Os vejo e me vem uma nuvem de rancor escura coexistindo com
aquele sentimento de que os admiro com uma profundidade irritante, pois sem
eles eu não seria nem metade do que sou hoje.
Meus ídolos
são, além dos ovacionados, aqueles que postam os melhores textos, os que tem os
amigos mais bonitos, os que tiram as fotos com os efeitos mais legais, aqueles
que conseguem milhares de curtidas. Venha você também me criticar e fingir que
não liga tanto ou mais que eu para esses detalhes. Pode vir, está convidado. A hipocrisia
neste mundo já ultrapassou todos os limites considerados saudáveis, mesmo.
Pois
lhe digo que os são, pois os são. Tento segui-los, tento ser como eles, tento
gritar minha opinião moldada, tento me vestir e ser tão underground quanto. Afinal,
neste mundinho bobo que nós construímos pra viver, existe um padrão a ser
seguido e nos coagimos quando desviamos deste caminho pré-delimitado antes
mesmo de notarmos. Ah não, aqui você não pode botar a culpa no sistema. Neste capitalismo
opressor. Na sociedade patriarcal e machista. No governo elitista. Na
meritocracia. Na mídia padronizada. Não, aqui a culpa é sua, viu? E aprender a
conviver com os padrões que você mesmo se impôs é uma habilidade que deverá
desenvolver sozinho. Desvinculado de todos esses vínculos. Achar o padrão que
se impôs é uma busca emocional. Se desvincular dele é espiritual. Convoque seu
Buda que o clima tá tenso.
Sei que
parte do que me imponho é retirado do que meus ídolos se impõem. Eles também
fingem que não, assim como eu quando agradeço um elogio – “Mas eu nem tinha
notado!” (passei a noite inteira me perguntando se alguém reparou).
É
triste pensar que o ponto alto da minha semana é receber um print de alguém
elogiando a imagem que criei de mim mesma. Construí, moldei, avalie, imitei,
até que enfim desencanei... Mas voltei. Sempre volto para o mesmo ideal de que
tudo só vai estar bem se eu seguir esse padrão que me forço acreditar que é
meu, que eu que criei para mim. Sei bem que não é exatamente isso, mas finjamos
que é para meu ego se inflar um pouco. Vamos lá, galerë, antes de ter uma
conversa franca com alguém é preciso admitir que infelizmente o que mais
prezamos numa relação interpessoal é o coeficiente de elevação desse nosso ego
indomável. Não haveria depressão se não houvesse ego.
Hoje em
dia eu basicamente finjo e atuo. Finjo que está tudo bem quando atuo esse
personagem indomável que criei. Finjo que está tudo bem quando percebo que
minha atuação é digna de Sibyl Vane após um beijo de Dorian Gray. E aí eu atuo
quando finjo que não ligo para a rejeição. Algumas pessoas me aplaudem de pé,
me jogam flores e pedem autógrafos. Agradeço cordialmente (“Mas eu nem percebi!”)
e continuo minha vida. Mas há esse outro público que me atira tomates e vaia
sem dó. Curioso que aqui não continuo minha vida. Aqui, ela para, estagna, vira
um limbo. Fico sem chão e minha melhor amiga me tira do palco. Dona Impulsividade,
que sempre me acompanhou nos momentos de desespero. Devo a ela muitas coisas. Nenhuma
muito boa.
Mas disso
tudo tiro o que? Tiro nada, né galera. Nadinha. Sabe por quê? É, eu também não.
Olha, desculpa, ainda estou aprendendo a viver, não detenho todas as respostas
do meu drama pessoal. É drama. É teatro. É coisa passageira. Ou nem é. O que
sei é que às vezes canso de atuar e fingir, canso desse dramalhão, canso de
imitar gente que nem mesmo eu respeito. Só queria poder viver de boas sem ter que
seguir nenhum padrão imposto por mim – ou pelo sistema governal. Ou pelo
capitalismo padronizado. Ou pela sociedade midiática. Ou pelo elitismo machista.
Ou pela meritocracia patriarcal. Ou por sei lá o que.
(2014)
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Coisa engraçada essa de amar
Coisa engraçada essa de amar, não acha? Amamos uma, amamos
duas, amamos quantas vezes o coraçãozinho insaciável pedir. E cada vez parece
um universo paralelo, com suas peculiaridades e sensações. Eu amo, sabe? Amo
muito, muitas vezes, muitas coisas, muitas pessoas. E tenho um amor principal,
que amo muito, amo ainda mais o fato de que ele acaba deixando todos os outros
amores mais particulares.
É
particular o jeito que olho para o outro de forma tímida e percebo que ele está nada
mais do que fazendo o mesmo. Tão particular quando nos cumprimentamos com um
abraço apertado demais, demorado demais, carinhoso demais. Particularmente
gostoso quando sentamos desnecessariamente perto um do outro e nos tocamos
esporadicamente, sem deixar ninguém ver, cuidando com afeto do nosso segredo. E
ele toca no meu cabelo, fazendo um carinhozinho gostoso, então faço o mesmo
com os cabelos longos dele um tempo depois, como num relacionamento normal onde
há essa troca bonita de carinho – na nossa relação particular, só é um processo
um tiquinho mais lento.
É um
amor platônico, no sentido mais erudito da palavra, que me enche de quentinho
no peito quando penso nele. Amor engraçado, que fala comigo tão tímido, pelo celular de outro, me
fazendo apagar a conversa depois. É como estar num filme, numa operação
policial, no caso sendo o criminoso, que não pode deixar pistas. É tão
peculiar.
Mas nem nos
atrevemos a falar sobre isso em voz alta, afinal para que externar algo que é tão
gostoso assim, interno, íntimo, nosso...? Se falarmos sobre, o vento saberá, o
mundo ouvirá, preferimos deixar assim, dentro da nossa bolha, do nosso universo
paralelo onde só nós dois existimos.
terça-feira, 12 de agosto de 2014
A Study in Orange
I am not here to tell anyone what art should or
should not be, but I guess I am free to take my own conclusions about one of
the greatest things human race ever created. If I was asked what the meaning of
art is, I’d say it’s… to see beauty. Where there is, where there is not. And
the most fascinating thing is that you don’t need to go far to see beauty. It
is everywhere, in every corner. All you’ve got to do is unblock your trained
eyes – trained to see plain, cliché and boring images on television or on the internet.
When you allow yourself to see what’s around you, you just get amazed by every
little detail. The moon suddenly becomes a bright goddess, the city lights
become tiny shiny littly stars, that awkward bowtie becomes… cool.
But I think
the worst part is that nowadays, even beautiful details are so underestimated,
you know? People take pictures to post on their instagram every minute but they
don’t really stop to pay attention to the marvelous thing they just got the
chance to see. A cloudy sky is just a way to get more followers, those awesome
buildings are just numbers on your likes…
stop. and. see.
Who cares if you’re standing in
the middle of the street being awkward? Who cares if you’re staring at a group
of nice people (ok, that may be weird bUT IF IT PLEASES YOU)? Who cares if
there’s absolutely nothing special or
new about the places you pass by every day? Look at them, there’s always
something original.
And since
we’re in this field, I’ll tell a story. One day (one night) I was standing in
the sidewalk looking at the moon for some good two minutes and when I turned
away, a very cute guy was beside me looking at me. He couldn’t speak my language but he smiled shyly and looked at
the moon and then at me again. When he left a few moments later, he told me the
most tortuous and sincere “obrigado” I have ever heard. It was touching.
Well, I live in a very poor
village, community, shantytown, favela, slum
– call it whatever you want. I grew up in here, I know how things work. I know
I won’t be robbed, I know who the dealers are, I know they don’t mess with
people inside and from inside because they don’t want the police coming down
here, I know what’s that particular smell on the air… Nothing really frightens
me here.
And because of that feeling of being home I always saw this place with the
best eyes, always loved how people in here behave, how they talk, how they
interact with the place they are. And I must say: I love the orange lights, typical of
favelas. I love how they make this place look like a horror movie, bathing
everything with orange juice, painting the water puddles... And when you look at
them from above, they seem like several suns in the night sky.
One day, I
was looking at all of this from the bus and thought how nice it would be to
just take pictures of everything, every people, every situation, every place I
find. I was so filled with the feeling of
I-finally-found-something-to-take-pictures-of that I arrived home and instantly
called my cousin to join me in this adventure – well yes, even though I trust people
in here, I won’t ever go out alone with my camera.
This was my first time taking
pictures in a more… professional (?) way. I have the conscious I have so much to improve, a lot to learn, match
better the aperture and shutter speed and other chances to train, but everyone
got to start from some point, right? You’ve been seeing the results along this
post and here is the rest. 16 saved from 110. :p
It was an
amazing first experience and I hope to repeat it, definitely going to post it
here too. And one last pic with a special filter because my house is in it. :pp Oh and btw, this is in São Paulo.
Smell on you,
Victória~
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